Inovação que inspira, transforma e impacta.
A inteligência artificial entrou definitivamente na agenda dos negócios. Nos corredores de eventos e nas reuniões de estratégia, a pauta mais frequente, entre empresários não é se devem avançar com IA, mas como fazer isso sem comprometer outras prioridades do negócio. Afinal, avançar na adoção de tecnologias digitais exige investimento em plataformas, profissionais especializados, processos estruturados e segurança digital. Quando o orçamento é disputado por múltiplas frentes, essa agenda corre o risco de ser postergada. O que transforma esse cenário, e que ainda é desconhecido pela maioria das empresas, é a existência de recursos públicos criados justamente para viabilizar essa transformação: financiamentos com taxas diferenciadas, subvenções não reembolsáveis e programas de inovação acessíveis a empresas de todos os portes.
Um Centro de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) é como uma “oficina de ideias”, um ambiente dedicado a criação, testes e validação de soluções que impulsionam o futuro das empresas. Estes centros funcionam como motores da inovação, uma estrutura dedicada a gerar novos conhecimentos, tecnologias, desenvolver produtos, serviços e melhorar processos. Em meio a um cenário de intensas transformações econômicas e tecnológicas, os Centros de P&D ganharam destaque como ferramentas estratégicas, para que as organizações enfrentem a concorrência global e respondam às crescentes demandas do mercado.
O ecossistema do hub de inovação Cubo Itaú registrou R$ 1,6 bilhão em investimentos captados pelas startups da comunidade em 2025, crescimento de 60% em relação a 2024, quando o volume havia sido de R$ 980 milhões. Ao todo, as startups somaram R$ 7,5 bilhões em faturamento no ano passado. Os dados fazem parte de um levantamento anual que dá base para o Selo Dourado, um reconhecimento concedido a startups, corporações e parceiros que mais se destacaram na geração de negócios e no fortalecimento do ecossistema de inovação.
Projetos inovadores, especialmente os mais ousados, envolvem altos custos e riscos. É por isso que editais de subvenção econômica se tornaram uma peça-chave para empresas brasileiras. Ao disponibilizar bilhões em recursos não reembolsáveis, o governo oferece um mecanismo estratégico para compartilhar o risco financeiro e contribuir para o avanço da reindustrialização nacional. Essa abordagem é mais do que um incentivo ao mercado: é uma política que combina transformação tecnológica com impacto socioeconômico em escala nacional.
Lages é a última de sete cidades catarinenses a receber o Ignition Startup – RoadShow Pronampe Inovação, iniciativa do programa SC Mais Inovação com o objetivo de conectar o setor produtivo às principais fontes de crédito e fomento disponíveis em Santa Catarina.
A rodada de Lages contará com as presenças de especialistas como Fábio Wagner Pinto, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de SC (Fapesc); Murilo Mafra, assessor de inovação da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCT); Adriano Rodrigues, coordenador do programa SC Mais Inovação; Eduardo Largura, coordenador de fomentos do SC Mais Inovação; Eline Casasola, da empresa Atitude Inovação; Hernani Alves Melo, head de operações da empresa lageana PrintWayy; e Tite Mazuhy, presidente do Instituto Orion e diretor do Polo Serra da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate).